domingo, 7 de agosto de 2011

TUDO CALMO AO OCIDENTE

“A Rússia é uma Esfinge. Na alegria e na dor, e esvaindo-se em sangue negro / Ela olha, olha, olha para ti, com ódio e com amor”





Alexander Block - Os Citas, 1918






Para mostrar ao povo russo que tudo andava a contento, Stalin resolveu tirar suas férias de verão. No dia 21 de junho de 1941, partira num vôo direto para sua dacha na Criméia, a deliciosa península banhada pelo Mar Negro. Mas eis que naquela noite mesmo, recém ele se acomodara, o telefone o perseguiu. Era Timoshenko, o comissário da defesa, um dos poucos altos oficiais soviéticos que sobrou das purgas de 1937-8 quando ele fez sangrar o Exército Vermelho de marechal a cabo.
Nervoso, ele insistiu com Stalin para que o secretário-geral desse o alarma geral, que colocasse as forças armadas soviéticas em estado de alerta, pois eram alarmantes os sinais e avisos, que desabavam sobre os diversos ministérios, de que Hitler estava por invadir o território russo a qualquer momento. Stalin o repreendeu. Que parasse de semear o pânico. Tudo aquilo, assegurou ele, nada mais eram do que provocações feitas pelos interesses reacionários europeus e americanos para que nazistas e stalinistas se engalfinhassem numa guerra de morte. Aquela gente não parava de plantar em todos os lados notícias absurdas, açuladas ainda mais por agentes provocadores, de que Hitler estava afiando as espadas para vir cortar o pescoço dos bolcheviques.



Soldado alemão livrando a Europa do dragão vermelho

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